Não carregue com você um doente que não quer ser curado, pois ele vai adoecer você.

Não carregue com você um doente que não quer ser curado, pois ele vai adoecer você.

Nem todo mundo que sofre quer, de fato, se libertar da dor. Às vezes, a dor se torna companhia, justificativa ou até identidade. Carregar alguém que rejeita a cura é como remar sozinho um barco furado — você se cansa, se afunda e ainda é culpado pela tempestade.

Amar é querer o bem, mas não é se anular. Você pode oferecer apoio, estender a mão, mas jamais deve perder a própria saúde emocional tentando salvar quem escolhe se afogar.

Se alguém insiste em não mudar, em permanecer no ciclo da dor e da autossabotagem, respeite o tempo dele, mas proteja o seu coração. Você também merece cuidado. Você também precisa de paz.

Às vezes, o maior ato de amor é soltar. Não por abandono, mas por sabedoria. Quem quer ser curado, caminha. Mesmo com passos pequenos. Quem não quer, arrasta quem está perto.